TCC para quem?


Em texto anterior, publicado no Blog perguntamos: Tcc para quê? E agora vamos abordar: Para quem escrevemos ou desenvolvemos um Tcc? Há um receptor específico? Um público alvo? Um destino certo? Baseado no texto de Umberto Eco, Como se faz uma tese, observamos que a princípio os estudantes tendem a pensar que escrevem o TCC para seu orientador, e apenas para ele. Ao longo do desenvolvimento do trabalho, porém, o aluno constata que se ele mesmo leu outros trabalhos de conclusão, como fonte de pesquisa para o que está escrevendo, que outros leitores também farão o mesmo em relação ao que ele está escrevendo. Concluindo então que um Tcc é escrito para a “humanidade” e não somente para o seu orientador. E como se escreve um Tcc? Escrever é uma questão de prática. Em tempos de documentos digitais, comandos de copiar e colar, revisores automáticos de textos, escrever está se tornando uma atividade desafiadora. Muitos alunos esbarram numa dificuldade referente as próprias limitações quanto a leitura e interpretação de textos, e consequentemente enfrentarão grandes barreiras para escrever um texto. Aqui vale a máxima: quem não lê, não escreve. Desenvolver um TCC exigirá muitas horas de leitura, registros e interpretação de conceitos, que resultarão em uma boa redação do trabalho. Claro que há dicas específicas para o momento de redigir o texto, como: optar por períodos curtos, e isso não significa desenvolver o Tcc aos poucos, mas escrever pouco e com objetividade. Lembre-se que qualquer pessoa poderá ler seu trabalho. Então nada de períodos longos, não tenham receio de usar o sujeito duas vezes, eliminem o excesso de pronomes e de orações subordinadas.... Querem um exemplo citado por Umberto Eco: Não escrevam: “O pianista Wittgenstein, que era irmão do conhecido filósofo que escreveu o Traciatus Lvgico-Philosophicus que hoje em dia muitos consideram a obra prima da filosofia contemporânea, teve a ventura de Ravel ter escrito para ele o concerto para a mão esquerda, dado que tinha perdido a direita na guerra.” Mas escrevam: “O pianista Wittgenstein era irmão do filósofo Ludwig, como era mutilado da mão direita, Ravel escreveu para ele o concerto para a mão esquerda.”


Aqui a abordagem é Qualitativa!


Os métodos de pesquisa denominados qualitativos buscam explicar o porquê das coisas, exprimindo o que convém ser feito, e não quantificar os valores e as trocas simbólicas, pois os dados analisados não são métrico e se valem de diferentes abordagens. Na pesquisa qualitativa, o cientista é ao mesmo tempo o sujeito e o objeto de suas pesquisas. O desenvolvimento da pesquisa é imprevisível. O conhecimento do pesquisador é parcial e limitado. O objetivo da amostra é de produzir informações aprofundadas e ilustrativas. A preocupação aqui então é com aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais, trabalhando com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. Inicialmente a pesquisa qualitativa foi aplicada em estudos de Antropologia e Sociologia, como contraponto à pesquisa quantitativa dominante, mas tem estendido seu campo de atuação para outras áreas como a Psicologia e a Educação. Alguns autores criticam a pesquisa qualitativa por seu empirismo, pela subjetividade e pelo envolvimento emocional do pesquisador. A pesquisa qualitativa tem as seguintes características: Objetivação do fenômeno; Hierarquização das ações de descrever, compreender, explicar, precisão das relações entre o global e o local em determinado fenômeno; Observância das diferenças entre o mundo social e o mundo natural; Respeito ao caráter interativo entre os objetivos buscados pelos investigadores, suas orientações teóricas e seus dados empíricos; Busca de resultados os mais fidedignos possíveis; Oposição ao pressuposto que defende um modelo único de pesquisa para todas as ciências. O pesquisador deve ficar atento aos seguintes riscos da pesquisa qualitativa: Excesso de confiança no investigador como instrumento de coleta de dados; A reflexão exaustiva acerca das notas de campo possa representar uma tentativa de dar conta da totalidade do objeto estudado, além de controlar a influência do observador sobre o objeto de estudo; Falta de detalhes sobre os processos através dos quais as conclusões foram alcançadas; Falta de observância de aspectos diferentes sob enfoques diferentes; Certeza do próprio pesquisador com relação a seus dados; Sensação de dominar profundamente seu objeto de estudo; Envolvimento do pesquisador na situação pesquisada, ou com os sujeitos pesquisados.

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